Diante de uma pilha de papéis burocráticos na minha mesa, eu resolvi que era o momento de eu deixar isso de lado e dar importância ao meu momento-de-raiva. Texto sem algum sentimento intenso, não é texto. E eu sempre tive essa quedinha pelo ódio, porque esse meu eu folgado e desaforado ADORA contrariar as pessoas até elas falarem “ta, chega, vai tomar no cu!”. Não sei por quê! Os religiosos diriam “Deus te quis assim”, os psicólogos diriam “você tem um problema muito claro de perturbação mental”, mas enfim, seja lá qual for a sua interpretação, ela vai sempre levar à mesma conclusão: eu sou chata. PRA CARALHO. A minha chatice sempre é evidente em algumas situações, entre bar-com-a-galera-da-facul, entre aula de filosofia que nego não cala a boca enquanto o professor faz um paralelo entre cultura de massa, Radiohead, 1984 e Big Brother... Mas quando eu não to no meu habitat natural eu só fico quietinha. Dá pra notar a minha alteração de humor olhando pra minha cara, que fica vermelha pra cacete. E quente. Sou raivosa! Fico com raiva quando alguém quer discutir sobre música comigo. Não por ser contrariada, e sim porque 80% das vezes (eu invento porcentagens) tratam-se de pessoas que não fazem a menor idéia do que estão dizendo. E não me venham com o papinho de “toco guitarra e elaboro solos de 35 minutos até meus dedos sangrarem, então eu sei do que estou dizendo” porque sério, esse tipo de música é praticamente uma punheta. E GOSTAR de música não se trata, nem nunca se tratou, de técnica. A questão é que esse pessoal que me cerca em boa parte dos meus anos de vida não tem interesse ALGUM em música. E se eu digo isso pra eles (é o único argumento que eu perco o meu tempo em botar pra fora, porque sério, nada além disso vale a pena), nego diz que só o que presta foi o que foi feito em 1970, porque é classic rock, e a palavra clássico vem de algumamerdablablabla, que significa AUGE. E ta, tudo isso é um saco, qualquer pessoa com um pingo de cultura musical concordaria comigo. Eu só não me conformo em como é possível escolher 10 bandas CLÁSSICAS (que têm o seu valor, eu respeito a grande maioria delas, algumas são até minhas prediletas) pra se ouvir O RESTO DA VIDA, e ignorar todo o resto que acontece de ANO A ANO. Sim, pasme! TODO ANO surgem MILHÕES de bandas novas, de todos os estilos possíveis e imagináveis. Mas a MOÇADINHA não perde cinco minutos pra baixar porque né.... não é clássico! Hahaha. Nada contra, cada um tem sua opinião. Só não venham encher o meu saco fazendo QUALQUER comentário musical porque desculpa, eu não sou o Fábio Massari, mas um dos meus maiores hobbies é, desde que eu passei a ter um gosto próprio pelas coisas, baixar mp3. Comprar cds quando possível. Aleatoriamente, dicas de amigos, de sites, qualquer coisa que esteja no meu “universo”, eu baixo. Então, não é por nada não ô galera do classic rock, mas eu não respeito nenhum de vocês, porque normalmente são seres com mais de 24 anos mas que agem pior do que um adolescente de 15 que acabou de descobrir os solos de guitarra. Evolução, né gente! Senão eu estaria ouvindo CPM22 até hoje, indo no show do Wacky Kids e achando Holly Tree a banda mais foda do mundo.
(desviei o assunto, pra variar... mas é que eu tava lendo esse blog aqui, e sempre que eu leio algum comentário-punheta me sobe um nervoso alucinante!! Fico nervosa porque não há discussão com essa gente! Algumas pessoas evoluíram bastante e já não se abalam mais, mas eu ainda dou uma tremidinha interna. Confesso. Mas já não me meto mais em discussões não. Dou uma risadinha, e digo “puxa, você vê? Hehe".)
(desviei o assunto, pra variar... mas é que eu tava lendo esse blog aqui, e sempre que eu leio algum comentário-punheta me sobe um nervoso alucinante!! Fico nervosa porque não há discussão com essa gente! Algumas pessoas evoluíram bastante e já não se abalam mais, mas eu ainda dou uma tremidinha interna. Confesso. Mas já não me meto mais em discussões não. Dou uma risadinha, e digo “puxa, você vê? Hehe".)
ps.: meus posts de parágrafos gigantes são influência do Saramago. HAHA. Um dia eu vou saber escrever de verdade e construir períodos enormes também.
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