mas no fim, acabaram mudando só os meios. Os fins ainda são os mesmos!
Eu não lembrava do quão difícil é trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Na verdade tem sido ainda mais difícil do que antes por diversos motivos, e claro que o mais evidente é o de quão velha eu estou, vide os posts desse blog.
Mas o metrô é sempre aquele show a parte. Desde os primórdios. Antigamente as pessoas eram menos autistas, portanto tinham mais tempo de me ceder histórias. Me davam mais stress também, mas o que faz com que eu funcione direitinho e torne as situações engraçadas é o ódio (ui). Não encontro mais o tiozinho japonês magrelo cantando música-de-deus no metrô (geralmente na Sé). Ele tinha uns livros na cabeça? Não lembro. Mas nunca mais o vi. Os vagões também não têm mais cheiro de alisabel, ou de seda hidraloe. Mesmo porque os métodos de alisar o cabelo hoje em dia são muito mais mudernos e eficientes, e não atrapalham terceiros (quer passar dia e noite respirando formol, do it, não me atrapalha). Fora que o cabelo molhado de creme é só pras camadas mais do que desfavorecidas. Não sei nem se tem metrô no bairro dessa galera. Tipo, morar perto do metrô Itaquera deve ser FINO pra quem ainda tem a AUDÁCIA de lambusar a cabeça com creme de pentear. Cabelo enrolado é OUTCH, e não me venham com o papinho de "ai, mas a moda agora é ser natural". Natural é o cacete.
Mas enfim, o lado bom é que, com a tecnologia, e os celulares cheios de quinquilharias a preço de banana, hoje em dia a galera se comporta com foninho de ouvido. Claro que vez ou outra me aparece um cidadão que quer compartilhar o que ele ouve com o vagão inteiro. Ou quando esses metidos a cantor passam o trajeto cantando. Outro dia era Djavan. Puxa, justo o meu intérprete predileto! (not) Mas como isso não acontece todo dia, então eu fico até sem graça de reclamar.
E assim a vida segue. Os dias passam rápido, mas parece que dá um certo ânimo extra pra planejar as coisas. To feliz.
3.3.09
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