16.12.09
Fim de século?
Enfim, muitas mudanças pra mim em 2009. 2010 vai chegar com tudo. Quero nem ver.
De qualquer forma, em 2010 eu volto pra falar sobre os melhores da década, e explico os por quês dela ter sido a mais importante pra mim.
Até lá!
(se é que alguém entra aqui... senão, fica de mim pra mim mesma)
20.5.09
(desviei o assunto, pra variar... mas é que eu tava lendo esse blog aqui, e sempre que eu leio algum comentário-punheta me sobe um nervoso alucinante!! Fico nervosa porque não há discussão com essa gente! Algumas pessoas evoluíram bastante e já não se abalam mais, mas eu ainda dou uma tremidinha interna. Confesso. Mas já não me meto mais em discussões não. Dou uma risadinha, e digo “puxa, você vê? Hehe".)
7.5.09
17.4.09
O vento.
Lembro de ter ouvido essa música ao vivo uma vez só, num show dos Los Hermanos na Casa das Caldeiras, show só pra universitários, e ainda por cima de graça. Foi muito bem organizado, mas inevitável não lembrar diretamente de estar apertadíssima querendo fazer xixi, de enfrentar uma fila com fãs de Los Hermanos cantando músicas de acampamento, toda aquela galera DO BEM... enfim, fiz um post sobre isso na época, um daqueles posts raivosos que eu fazia. Mas ainda assim, aquele foi um dos melhores shows deles que eu vi. Eles tavam fanfarrões, tocaram umas músicas que o Camelo escreveu e a Maria Rita gravou... e tocaram O vento. E foi impossível não viciar nessa música tão maravilhosa, tão gostosa, tão Los Hermanos. Quem dera o resto do "4" inteiro fosse assim...
E maldita foi a hora em que eu escolhi uma das minhas músicas prediletas pra me acordar todo dia de manhã. Agora eu escuto só a guitarrinha de fundo e já fico desesperada pra apertar aquela merda de botão antes que o Rodrigo Amarante comece a cantar no meu ouvido e foda com a minha noite tão bem dormida.
Quando a gente compra esses celulares modernos, com câmeras de resolução minimamente decente e espaço pra 1000 mp3, eles deviam avisar que a gente não deve foder uma música que a gente gosta colocando ela pra acordar a gente de manhã. Uma coisa tão óbvia né...
24.3.09
o envelhecer
Quando mais nova, os períodos pré-shows eram um terror. Eu não conseguia dormir, não conseguia pensar em outra coisa, tinha sonhos, tinha pesadelos.
Hoje em dia eu já fico bem mais calma nesse intervalo de tempo, mas o pós-show é um pesadelo! Fico triste, fico pensando em outras perspectivas pra minha vida, pros meus relacionamentos (namorado, família, amigos, trabalho). A coisa é realmente séria, eu fico sensível de tal forma que tudo parece errado. Não sei se é nesse período que eu enxergo as coisas como elas realmente são, ou se é só o meu eu-drama-queen-mór que ganha destaque.
Mas enfim, o fato é que a tensão durante os eventos é enorme. Sempre foi, mas eu nunca tinha parado pra pensar e entendido o porquê de eu nunca chorar em shows. a tensão pré-show era realmente enorme, e eu pensava comigo mesma "caralho, vou passar mal de chorar". E aí chegava o grande dia e eu tava lá, firme e forte e fanfarrona e falante.
No casamento de uma grande amiga minha, eu não conseguia fazer outra coisa que não fosse rir e falar! E nos shows a mesma coisa. Sempre.
Domingo agora foi o famigerado show do Radiohead. Eu nunca fui muito fã da banda não, sempre achei eles EVOLUÍDOS demais pra mim! haha. Mas teve uma fase do colégio onde eu gostava dessa coisa de música de fossa, de sofrer, de foder com os meus relacionamentos pra ficar em casa chorando e ouvindo o Pablo Honey/ The Bends/ Ok Computer. Fora o famigeradíssimo Parachute, do Coldplay, que é acima de todos o meu disco oficial de fossa. As grandes fossas da da minha vida foram ao som do Parachute. Mas enfim... Radiohead me faz lembrar de uma época gostosa da minha vida, onde tudo era mais intenso, as alegrias eram bem mais alegres, e tristezas eram profundas e as fossas intermináveis. Coisa de chorar pela mesma pessoa por seis meses. No mínimo. Mas eu como a boa Maria do Bairro que sou, sempre soube apreciar esses momentos. E por isso eu esperei tanto pelo show do Radiohead. Porque foram anos de anúncios, confirmações, esperas que nunca chegavam. Virou a maior lenda do rock alternativo, e todo mundo que gosta sabe bem disso. E aí quando eles confirmaram que viriam pra cá, quando eu comprei os ingressos há quase quatro meses atrás... ainda custava muito acreditar que eles íam realmente vir! Não seria nada estranho se eles cancelassem faltando um mês, uma semana, um dia... Sei lá, acho que a gente tava preparado pra tudo! Mas quando o dia do show chegou, primeiro bateu um desânimo, uma vontade de ficar em casa com o namorado dormindo embaixo do edredon com aquela chuva que caiu o dia inteiro em Guarulhos. Só não desisti porque né... foram cem pilas investidas nessa brincadeirinha de criança. E lá, com os Los Hermanos tocando depois de dois anos de hiato, com meus amigos, com o tempo favorecendo a noite que seria digna de uma das melhores noites da minha vida... eu só conseguia falar, rir e pular. Não dava pra esboçar nenhum sentimento além disso. Só que o pós-show foi um dos mais arrasadores ever. Uma nostalgia que não coube em mim, uma vontade de mudar um monte de coisas, um enxergar esquisito.
Hoje eu já to mais calma e já botei a cabeça no lugar. Ou fora do lugar. To satisfeita como eu to, mas com um pequeno vazio que só o Radiohead preencheu naquela fresca noite de vinte e dois de março de dois mil e nove. Uma noite única que vai ficar pra sempre na minha memória, guardadinha junto com as lágrimas que não vieram.
3.3.09
Os tempos mudaram...
Eu não lembrava do quão difícil é trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Na verdade tem sido ainda mais difícil do que antes por diversos motivos, e claro que o mais evidente é o de quão velha eu estou, vide os posts desse blog.
Mas o metrô é sempre aquele show a parte. Desde os primórdios. Antigamente as pessoas eram menos autistas, portanto tinham mais tempo de me ceder histórias. Me davam mais stress também, mas o que faz com que eu funcione direitinho e torne as situações engraçadas é o ódio (ui). Não encontro mais o tiozinho japonês magrelo cantando música-de-deus no metrô (geralmente na Sé). Ele tinha uns livros na cabeça? Não lembro. Mas nunca mais o vi. Os vagões também não têm mais cheiro de alisabel, ou de seda hidraloe. Mesmo porque os métodos de alisar o cabelo hoje em dia são muito mais mudernos e eficientes, e não atrapalham terceiros (quer passar dia e noite respirando formol, do it, não me atrapalha). Fora que o cabelo molhado de creme é só pras camadas mais do que desfavorecidas. Não sei nem se tem metrô no bairro dessa galera. Tipo, morar perto do metrô Itaquera deve ser FINO pra quem ainda tem a AUDÁCIA de lambusar a cabeça com creme de pentear. Cabelo enrolado é OUTCH, e não me venham com o papinho de "ai, mas a moda agora é ser natural". Natural é o cacete.
Mas enfim, o lado bom é que, com a tecnologia, e os celulares cheios de quinquilharias a preço de banana, hoje em dia a galera se comporta com foninho de ouvido. Claro que vez ou outra me aparece um cidadão que quer compartilhar o que ele ouve com o vagão inteiro. Ou quando esses metidos a cantor passam o trajeto cantando. Outro dia era Djavan. Puxa, justo o meu intérprete predileto! (not) Mas como isso não acontece todo dia, então eu fico até sem graça de reclamar.
E assim a vida segue. Os dias passam rápido, mas parece que dá um certo ânimo extra pra planejar as coisas. To feliz.
13.2.09
Felipe Neto dizia...
"Vai Chegando o Carnaval...
Há quatro e cinco anos, no auge de minha adolescência, a palavra carnaval era interpretada por minha mente como “o momento mágico, o nirvana da vida”. Axé, abadá, acarajé, cantina da serra, peitos, bundas, bocas, vômitos, gritos, mais bocas, mais bundas e mais vômito.
Ah, era tudo que eu podia querer. A perdição completa de um jovem torto. A rebeldia social e a explosão de hormônios sexuais e infantilóides.
Mas o tempo passou. E com ele, uma certa maturidade foi aflorando.
Olho hoje para aquele grupo de arruaceiros e pergunto-me como posso já ter gostado de estar ali presente. Ou pior, como podem pessoas que já passaram da idade da molecagem, esbaldarem-se como se fossem guiados por seus instintos de dezesseis anos.
Pra começar, uma analogia aplicada a 95% dos casos: o tamanho dos bíceps de um indivíduo é inversamente proporcional a sua capacidade intelectual. Quanto mais inchado, mais demente.
Não satisfeitos em passar uma imagem de ignorância e mongolice, esse tipo de cidadão ainda precisa gritar ao mundo que seus bíceps são grandes. Então, mesmo chovendo e com frio, ele tira a camisa e enrola no punho, em uma clara manifestação boçal de que, além de forte, ele é perigoso.
Não preciso dizer que existem mulheres, tão tapadas quanto, que baseadas em sua máxima insegurança e desejo de parecer mais do que realmente são para a sociedade, atracam-se com este tipo de laia. Merecem-se, logicamente. Dois tipos que necessitam de anos de terapia.
Mas tudo bem, você ignora os zé bostolas e suas piriguetis e cai na “folia”. E é nesse momento que você descobre a necessidade de tomar 3 litros de cantina da serra em meia hora.
A música é praticamente um conjunto de onomatopéias.
“MÃE BÊ MÃE BÊ MÃE BÁ, MÃE BÊ MÃE BÊ MÃE BÁ, MÃE BÊ MÃE BÊ MÃE BÁ”
“ZUM ZUM ZUM… ZUM ZUM BABA, ZUM ZUM BABA, ZUM ZUM BABA”
“CHIIIIIIIIIIIIIICLEEEEEETE! OBA, OBA!”
“O, o, o, ooo, que terrô! O, o, o, ooo, na dança do vampirô!”
Você olha para os lados e percebe que os zé bostolas invadiram o ambiente e estão pulando de um lado para o outro, te arrastando, aquele suor pegajoso que mais parece uma manteiga raspando no seu braço e costas. A multidão toma conta de tudo, você não tem como fugir, o jeito é pular e fingir que aquela música faz algum sentido.
Pula, gira, grita, solta grunhidos (afinal não tem como CANTAR esse tipo de música), pega uma mulherzinha aqui, outra ali, mas continua pulando, girando, gritando e soltando grunhidos.
Calor, suor, fedor, música ruim, multidão te empurrando, claustrofobia, bebidas nojentas, mulheres perdidas e vazias, e eles, sempre eles, os zé bostolas, que dentro de vinte minutos cairão na porrada graças a um pisão no pé.
Afinal, vamos combinar, dentro de toda essa explosão de movimentos e pessoas se encostando, pisar no pé de um zé bostola é proibido! Ele morde, santa."
Roubei esse texto daqui e, apesar de nunca ter tido uma fase em que "Axé, abadá, acarajé, cantina da serra, peitos, bundas, bocas, vômitos, gritos" parecesse legal pra mim, achei mais ou menos o sentimento que eu tive ao passar o carnaval do ano passado no RJ. Poderia tecer comentários maldosos e longos sobre esse pessoal com a juventude tardia que ainda se diverte nesse tipo de manifestação imbecilóide mas não, deixo aqui as palavras desse tal Felipe Neto, e espero que essa maravilhosa manifestação cultural (oi?) permaneça por muitos e muitos anos, preu olhar isso de cima, com o nariz empinado, super me sentindo superior, e para que isso renda assunto no meu blog. Tá parado, mas vai voltar.
6.1.09
Agora sim...
O fato é que minhas vontades têm ficado cada vez mais caras. E eu to me sentindo cada vez mais velha, só que meu inconsciente ainda não se deu conta disso não, viu. É aquela busca incessante por diversão que, oi? Desculpa amiga, não existe mais. Aquela coisa de sair, de supostamente curtir a vida adoidado, de tomar todas, dançar como se não houvesse amanhã, voltar pra casa já clareando e acordar semi-falecida no dia seguinte, sabe? Então. 2008 serviu pra eu me tocar que isso não existe mais. E também que isso não significa necessariamente que minha vida tá mais chata. Muito pelo contrário! Eu que sempre fui apegada aos meus amigos, agora creio que esteja mais ainda! A sobriedade traz mais clareza quanto aos sentimentos, acho. Daí a cada encontro fica aquele gostinho de quero-sempre. Sei lá. Mas fora os amigos, os filmes, a comilança, as viagens, os botecos, me sobrou a morgação! Num ano totalmente inconstante, cheio de altos e baixos o tempo todo, nada parecia ser certo. Nada foi certo. Tudo mudou o tempo inteiro, e sobrou coragem pra tomar novos rumos.
Só sei que no fim, 2008 foi um ano estranho mas, de certa forma, fantástico. Quando a gente tem algumas certezas na vida, mesmo que poucas, torna tudo um pouco mais fácil. E puxa vida, como é bom poder contar com alguém quando você está prestes a dar uma bela guinada, né? Mesmo que seja só pra um sofá, pra tirar sarro dos programas do SBT, ver Top Top MTV, comer uma pizza e dormir. As pequenas coisas da vida são, definitivamente, as mais fodas.
Feliz 2009! Por enquanto nem tem como ser ruim.